Reprodução Instagram, DR

Maria Dominguez e Diogo Figueiras (Windoh) foram convidados de Anas Bukhash, que conduz uma série de entrevistas a famosos do mundo digital sobre o lado mais real destas pessoas.

As revelações que a apresentadora do Curto Circuito fez estão a comover os fãs. Numa posição bem vulnerável, Maria abriu o coração e falou sobre algumas das experiências mais difíceis da sua vida e a forma como impactaram a pessoa que é hoje.

De lágrimas nos olhos, confessou que a infância que teve foi a fase mais complicada por que teve de passar, deixando marcas que ainda hoje lhe são imperdoáveis.

"Era uma miúda super solitária porque a minha mãe estava a fazer as coisas dela, as suas loucuras... e o meu pai também. Eles não estão juntos. E eu sempre fiz o que queria. Porque não havia ninguém a dizer-me ‘vai à escola’, ‘faz isto’. Fiz sempre o que queria", começou por explicar.

Instagram

"Quando era miúda, até aos 10 anos, a minha mãe era tudo pra mim. Era o meu modelo a seguir, o exemplo de mulher que tinha. Depois descobri que fazia as mesmas coisas que o meu pai", continuou.

"Agora, com a mentalidade que tenho, acho que foi “bom” [ter passado por isso] porque se não fosse assim, poderia ter-me tornado numa miúda estúpida, só mais uma “miúda bonita”. Tentava perceber porque é que isso me aconteceu e agora percebo. Acho que tudo acontece por um motivo. Sei que isso me aconteceu para aprender algo com maior importância", confessou.

"Eu estava tão zangada com tudo que só fazia porcaria. Eu tinha boas notas quando ia à escola mas a maioria das vezes, nem ia", explicou.

Reprodução Instagram, DR

"Eu fazia bullying às outras pessoas", revelou a modelo.

Maria confessou ainda que agora consegue compreender o porquê de ter tido esta atitude tão dura com os outros e que não se revê nesse tipo de comportamento: "Agora, com a minha idade, algumas pessoas vêm ter comigo e dizem-me ‘Lembras-te de teres feito isto aquela rapariga?’ e eu não me lembro da maioria das coisas. Na altura queria só queria arranjar confusão. Agora, com esta idade e mentalidade, percebo porque fazia aquilo, para aliviar a dor que sentia, mas para a pessoa que sou hoje, nada daquilo faz sentido".

Atualmente, agradece muito à espiritualidade que descobriu e admite que foi aquilo que a "salvou" e que a ajuda no processo de cura. No entanto, há alguns obstáculos que não consegue ultrapassar, nomeadamente com o pai.

"O meu pai sempre me disse, és feia, és isto, és aquilo. Durante toda a minha infância"

"A minha mãe sabe o que me fez sofrer, o meu pai também. A minha mãe pediu-me desculpa. E acho que a perdoei, não sei. Mas o meu pai não. Não o perdoo. Ele destruiu-me", declarou.