Michael Kovac

O processo de Johnny Depp contra o The Sun, que publicou um artigo onde dizia que o ator de 57 anos espancava mulheres, continua a chamar a atenção da imprensa e dos fãs. A sua ex-mulher, Amber Heard, compareceu esta segunda-feira, dia 20 de julho, no tribunal e testemunhou contra Johnny, referindo que este ameaçou matá-la.

E vai mais longe: de acordo com a declaração obtida pelo People, a atriz de 34 anos descreveu uma "situação de refém de três dias", alegando que o ex-marido a abusou fisicamente e emocionalmente quando o visitou na Austrália, em 2015.

"A melhor maneira de descrever o que aconteceu na Austrália é que foi como uma situação de refém de três dias", afirmou. "Nós estávamos lá por três dias sozinhos, mas foi só quando eu cheguei é que percebi que estava presa neste lugar remoto, sem meios para sair, e que Johnny já estava a usar e tinha um saco de drogas", explicou.

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Amber descreveu a situação: "Ao longo desses três dias, houve atos extremos de formas psicológicas, físicas, emocionais e outras formas de violência. É a pior coisa pela qual já passei", garantiu.

Johnny terá referido que, ao contrário das acusações de Amber, terá sido a ex-mulher a colocar um cigarro no seu rosto e a atirar uma garrafa cortando-lhe o dedo.

"Eu ficaria muito surpresa se ele se lembrasse de algo sobre todo o evento; ele estava em tal estado", disse Heard em seu comunicado, dizendo ainda que Johnny estava "completamente fora de si" e não tinha qualquer controlo.

Amber Heard referiu também que o ator ameaçou matá-la várias vezes durante o casamento de 15 meses, mas que nunca se lembrava do que tinha feito no dia seguinte.