Esta quinta-feira, 28 de maio, Bruno de Carvalho foi absolvido de todos os crimes que lhe eram imputados no processo do ataque à Academia de Alcochete, que aconteceu a 15 de maio de 2018. Na leitura do acórdão, o coletivo de juízes presidido por Sílvia Pires considerou que não foram provados os factos apontados ao ex-dirigente leonino, a Mustafá, ex-líder da claque Juve Leo, e a Bruno Jacinto, oficial de ligação aos adeptos do Sporting.

Entretanto, um dia após a absolvição, Bruno de Carvalho esteve n'O Programa da Cristina para falar sobre o processo, relatando o seu atual estado de espírito.

"Neste momento, tenho que lutar pelo meu bom nome, pela minha dignidade", começou por dizer.

Em seguida questionado por Cristina Ferreira sobre a possibilidade das suas palavras terem instigado a atos violentos, como a invasão à Academia de Alcochete, o ex-presidente do Sporting criticou a forma como a investigação foi conduzida.

"Uma coisa que aconteceu e que eu acho que é bom as pessoas perceberem que aconteceu, é que eu nunca fui ouvido na investigação. O que é logo um mau pressuposto. À data eu era presidente do Sporting e no mínimo, como presidente do Sporting, eu devia ter sido ouvido por um facto que aconteceu contra a instituição Sporting. Nunca fui ouvido na qualidade de presidente. Acabei por nunca ser ouvido na qualidade de nada", contou.

"Se achassem de facto que as minhas palavras tinham alguma coisa a ver, eu devia ter sido ouvido… O Ministério Público não me quis ouvir e não vai ser agora garantidamente… Passaram-me de presidente a terrorista. Eu nunca tinha visto no nosso país", continuou.

Já relativamente aos últimos dois anos - período em que foi destituído da presidência do Sporting, tendo chegando inclusive a ser detido em novembro de 2018 - Bruno de Carvalho salientou, sobretudo a sua preocupação com a família.

"Vive-se mal como é lógico. Vive-se numa angústia e o meu problema é muito mais a minha família e as repercussões para a minha família", confidenciou.

"Que se utilize isto para uma reflexão sobre o que é o mediatismo, o que é o Ministério Público, o que é a presunção de inocência, o que são estas coisas todas", frisou, acrescentando a possibilidade de abrir ações judiciais contra várias pessoas.

Por fim, o ex-dirigente leonino não descartou a ideia de voltar à presidência do clube do coração. "A primeira coisa que eu gostava era de me ver reintegrado num clube que eu amo… A partir daí, dentro das regras da democracia, é lógico que irei tentar", referiu.

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