Dilar Relvas e Gisela Serrano

Dilar Relvas e Gisela Serrano

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Foi no passado mês de março que Gisela Serrano se despediu da mãe. Dilar Relvas morreu na sequência de um cancro no pâncreas em estado avançado, que se havia alastrado a outros órgãos.

Entretanto, pouco mais de um mês depois da morte da progenitora, a antiga estrela de reality shows, recordou, em conversa com Fátima Lopes, os últimos meses de vida de Dilar Ramos na dura batalha contra o cancro.

Os primeiros sintomas da doença surgiram em agosto. "Ela já tinha alguns sintomas de mau estar, mas todos pensávamos que era alguma intoxicação alimentar... [...] Ela era diabética. [...] A médica alterou-lhe a medicação e começou a dar-lhe uma injeção que tomava só uma vez por semana. E ela começou a emagrecer. A médica dizia que era próprio da vacina que estava a tomar. Para o fim falava com a médica de família sobre os sintomas que tinha, no meu ponto de vista não foi muito valorizado", confidenciou, explicando que a mãe apresentava "dores nas costas, por estar sempre nauseada com vontade de vomitar".

"Depois, mais para o fim, em outubro, começou a piorar. [...] Começou a fazer exames e não havia nada a fazer. A única coisa que ainda conseguiram fazer foi uma operação que foi uma ligação do estômago ao intestino porque o tumor já estava tão grande que estava a empurrar a parte do esófago", acrescentou.

"Eu ainda tinha fé que depois de uma operação houvesse um milagre porque a minha mãe tinha 65 anos. Pensei que houvesse salvação. [...] Fui falando com vários médicos e percebi que só faltavam meses. Sabermos que vamos perder uma mãe como a minha mãe em meses... Os médicos chegaram-me a dizer que não havia nada a fazer e que ela tinha cinco ou seis meses de vida... Como é que se diz isso a uma mãe que está a lutar numa cama do hospital", continuou.

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Com o decorrer da conversa, Gisela Serrano recordou o dia em que a mãe partiu. "Quando acabei a chamada liguei para o hospital, falei com o médico, e eles disseram para eu ir para o lado dela. E eu fui. De repente, a minha mãe começou a piorar. Deixaram-me telefonar para o meu irmão, o meu marido também foi, estivemos os três dentro do quarto. Ela já não estava com aquela voz que me tinha ligado. Chamava por ela e ela nem reagia", contou, recordado que, nesse momento, a médica lhe disse que "faltava muito pouco" para a mãe partir.

"Ela estava mesmo a partir e não conseguimos estar naquele momento mesmo. A enfermeira e a doutora ficaram com ela, nós saímos do quarto e ela faleceu", confidenciou.

Devido à pandemia de Covid-19, vários entes queridos de Dilar Relvas não puderam marcar presença nas cerimónias fúnebres. “O calor humano foi-me transmitido por todas as pessoas que lá estiveram pelo olhar. Senti que não precisava de um abraço de ninguém que esteve presente porque o olhar dizia tudo. Consegui fazer o velório e não chorei”, confessou Gisela Serrano, visivelmente emocionada, sem conseguir conter as lágrimas.