Ed Sheeran e Suzie Aries

Ed Sheeran e Suzie Aries

Getty Images/ Reprodução Instagram, DR

Em tempos de incertezas, toda a ajuda é necessária e foi exatamente isso que Ed-Sheeran pensou ao doar a sua guitarra para recolher fundos para o tratamento de Suzie Aries que tem um cancro de ovário muito agressivo.

A mulher de 28 anos foi diagnosticada em 2017 e após três cirurgias, seis ciclos de quimioterapia e um teste de medicamentos que deixaram de funcionar, restou-lhe apenas uma opção: um medicamento de imunoterapia.

"Fiquei absolutamente espantada e honrada por o meu artista favorito ter doado tão generosamente à minha causa e gostaria muito de conhecê-lo um dia para lhe agradecer pessoalmente", disse ao Daily Mail.

De acordo com o site, o fato do seu cancro ser tão raro fez com que o medicamento não foi classificado como "tratamento padrão" e não estivesse disponível no NHS, o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido.

A atriz, que se tornou resistente à quimioterapia, diz que irá levar até novembro para conseguir angariar o dinheiro que precisa (250 mil dólares) para pagar o tratamento e enquanto isso está a ser tratada no Royal Marsden, um hospital especializado em doentes oncológicos.

Março é o mês da conscientização sobre a doença e Suzie Aries disse estar impressionada com a resposta à recolha de fundos. "Tivemos jantares, torneios de hóquei, leilões, concertos, empresas participando aqui e ali e até pessoas que apenas doam uma percentagem do seu salário todos os meses'', explicou.

"Sem esse dinheiro, as minhas opções seriam muito limitadas em relação ao tratamento e eu provavelmente teria que me sentar e esperar, o que é uma perspectiva muito assustadora e algo que não queremos arriscar com este cancro raro e agressivo", explicou.

Quando a britânica se submeteu à radioterapia (que a deixou infértil), os sintomas da doença voltaram passado três meses. Apesar de não ter certezas se o tratamento irá funcionar, Suzie diz ainda que um "obrigada" não chega para agradecer tudo o apoio que tem recebido.

"Estou agora na marca dos três meses em que o cancro normalmente aparece novamente, mas ainda não há sinais dele, então são realmente boas notícias e super promissoras", concluiu.