Yannick Djaló e Açucena Patrícia

Yannick Djaló e Açucena Patrícia

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O julgamento de Abel Fragoso, o homem de 22 anos que atropelou Açucena Patrícia, de 17, a 15 de setembro de 2018 durante as Festas da Moita, começou esta segunda-feira, 14 de outubro, no tribunal de Almada. O Correio da Manhã adianta que Yannick Djaló revelou ter sido obrigado a jogar pelo clube tailandês que representava na altura, mesmo após ter recebido a notícia da morte da irmã. “Durante o treino, corriam-me as lágrimas. Foram os piores dias da minha vida”, terá confessado o futebolista, de 33 anos, sem esconder a emoção.

A acusação garante que Abel Fragoso pretendia vingar-se de um grupo rival que o teria agredido momentos antes do ataque e Açucena acabou por ser apanhada por se encontrar no local errado à hora errada.

Contudo, a defesa garante que o crime aconteceu por falta de experiência do condutor, que tinha a carta havia apenas dois meses e que circulava a “20 ou 30 quilómetros por hora”. Esta versão não coincide, segundo com o CM, com as declarações dos militares da GNR que assistiram ao acidente e que afirmam que “a viatura seguia a grande velocidade”.

Certo é que esta tragédia abalou por completo a vida de Yannick Djaló. Além de perder a irmã, acabou também por abandonar o clube onde jogava na Tailândia, o Ratchaburi, para apoiar a família e sobretudo o irmão, João, que também se encontrava no local do acidente e testemunhou o crime. Em tribunal, o ex-marido de Luciana Abreu terá assumido que este acontecimento ainda está muito presente na sua memória: “Acordo muitas vezes durante a noite”.

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