Fotografia: Tiago Caramujo

É conhecida do grande público a grande relação de cumplicidade entre Luísa Castel-Branco e Cláudio Ramos. Os dois são comentadores no programa Passadeira Vermelha, da SIC CARAS, e assumem-se grandes amigos para lá dos ecrãs.

Na edição de agosto da revista Cristina, o apresentador foi desafiado a entrevistar uma mulher e escolheu a colega de profissão. Numa conversa intimista, entre vários assuntos, Luísa Castel-Branco recordou a infância difícil.

"Não fui feliz na infância nem na adolescência. Foi muito difícil e marcou-me para o resto da vida. Mas também fez de mim uma lutadora", começou por contar.

"Eu, com 11 anos, comecei a tomar calmantes. Porquê? Porque vomitava tudo o que comia. Com 11 anos, não é normal", confidenciou. Nesta altura, Cláudio questionou se se trava de bulimia ao que a comentadora do programa Passadeira Vermelha respondeu: "Não. Não comia e o que comia vomitava. Era uma aversão total. Uma vez, li um livro e nunca mais esqueci: 'O meu pai e a minha mãe abriram guerra entre eles e só fizeram três prisioneiros – os filhos.' Foi isto. Eu, que era a mais velha, tomei conta dos outros dois", contou.

Quando questionada se recorreu a algum tipo de terapia, Luísa Castel-Branco respondeu afirmativamente. "Claro que sim. Por causa de tudo. A minha própria infância dava uma ótima história. Já disse isto trinta vezes e as pessoas continuam a achar que tenho um ar de dondoca, de tia e do raio que me parta", rematou.