Ao contrários de outros dias onde Carolina Deslandes partilha fotografias do seu trabalho ou da família, nas redes sociais, a cantora decidiu publicar um longo texto na sua página oficial do Instagram onde fala sobre depressão e ansiedade, e deixa uma palavra amiga para os que sofrem com a doença.

"Falar de tristeza incomoda muita gente. Assusta, é chato, não é apelativo nem dá vontade de ficar. Toda a gente é "tua mana" quando apareces com bom ar, bem vestido, com a energia pra cima e vontade de brindar, mas quando estás na merda, triste demais para ir para a festa, cansada demais para fingir que está tudo bem, contam-se pelos dedos de uma mão as pessoas que vão dedicar o seu tempo a tirar-te do buraco mais fundo" começa por dizer. "Ninguém que falar de depressão, ninguém quer falar de solidão, isso é conversa negativa. E depois vêm os julgadores apontar o dedo e dizer "mas que razões é que tu tens para estar depressivo? Tens tudo na vida" como se a depressão fosse uma escolha, como se fosse um acto de ingratidão com a vida, como se as pessoas não fossem reféns dessa doença e desse estado" continuou.

Carolina pede ainda que respeitem aqueles que sofrem com o problema e a verdade é que o texto deixou os seus seguidores sensibilizados. "Respeitem as feridas dos outros porra. Respeitem as suas batalhas, dêem-lhes água em vez de ficarem a apontar para o deserto a gritarem que ele é interminável. A internet constrói vidas de mentira, e constrói a ilusão de que cada um pode dizer o que quer (...) Vamos falar de depressão porque é urgente. É urgente deixar que as pessoas possam procurar ajuda sem serem alvo de chacota. É urgente que as pessoas sintam que a vida delas INTERESSA. É urgente voltarmos a lembrar-nos de que somos pessoas de carne e osso e que a vida pode ser muito f***da. Vamos falar de EMPATIA. E vamos falar de COMPAIXÃO. Se estás a ler isto, tu importas para alguém. Tu importas" rematou.

Na caixa de comentários foram centenas os seguidores de Carolina que apoiaram as palavras da artista, entre elas Rita Ferro Rodrigues e Maria Botelho Moniz.