No mês da liberdade, Andreia Rodrigues figura a capa da revista Cristina. Numa entrevista intimista, a apresentadora de Quem Quer Namorar com o Agricultor? falou sobre a ausência do pai, a força basilar da mãe e da aprendizagem do perdão.

A Cristina Ferreira, Andreia Rodrigues não nega que a ausência do pai ainda faz parte da sua vida. "Eu fui resolvendo à minha maneira. Precisei de resolver, porque a vida continua e eu tive de continuar. É a vida dele e eu respeito isso. Por isso mesmo, nunca expus, porque é a vida dele", começa por dizer, emocionada.

Assume que fez terapia e que deixa a porta aberta, depois de perdoar o que havia para perdoar "E ainda acredito, ainda sonho com um dia em que aquilo que eu vivi vai voltar a acontecer, não comigo, mas com a Alice. Tenho esperança lá no fundo, de que o meu pai volte a ser o meu pai", explica. Andreia Rodrigues foi mãe há quase 11 meses. A bebé é fruto do relacionamento de Daniel Oliveira.

Quando Alice nasceu, a apresentadora da SIC esperava que o pai se aproximasse da neta. Andreia Rodrigues não fecha a porta à oportunidade desse encontro. "Sim, mas continuo a sonhar com isso. E esta esperança para mim é essencial. Na altura, há uns anos, fiz terapia, porque para mim foi preciso arrumar as ideias e perceber. Isso ajudou-me a aceitar e a conseguir seguir em frente. Eu vou estando próxima tanto quanto é possível, tanto quanto consigo estar e a situação o permite. Acreditando que um dia isto vai passar, porque eu não tenho qualquer tipo de mágoa. Não há nada que me prenda ao passado menos bom. Não há rancor", assume.

Transformou a vulnerabilidade em força. Acredita na esperança, mas sabe que há mais do que a pura vontade e a intenção. "Porque há coisas que não se controlam. Porque há coisas que são mais fortes do que as pessoas. E eu tenho que aceitar isso. Não vejo nisso falta de amor. É amor à maneira dele", confessa.

ReprodUção Instagram, DR

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As memórias boas do pai

A mãe foi o epicentro da construção das suas relações. Trabalhou desde muito nova, esteve sempre presente e hoje assume um papel fundamental na educação da neta, Alice. Sobre o pai, o capítulo que não quer chegar, Andreia Rodrigues explica que há boas memórias, Por vezes mergulha, outras preserva-se, fugindo delas.

"Não gosto muito de voltar lá, porque me faz falta. A sério. São os passeios. As gargalhadas. O desafiar-me. Eu tenho um lado muito radical. De gostar de ir à aventura, ao desafio e isso vem daquilo que ele cultivou em mim, até determinada fase da sua vida. Sou uma apaixonada por animais. Tudo isso vem dele e são muitas as memórias boas de olhar para as estrelas, , de olhar para o céu, a procura de constelações. A minha curiosidade vem muito do meu pai. Guardo essas memórias e vou lá muitas vezes. A maior parte das vezes quando estou sozinha. E quando preciso de ir àquilo que é meu, vou a essas memórias. Outras vezes, evito-as porque doem", reflete.