Rui Luís Brás

Rui Luís Brás

Fotografia: Ana António Bento

Rui Luís Brás foi o convidado do programa Alta Definição, deste sábado, 16 de março. Numa conversa franca com Daniel Oliveira, o ator de Vidas Opostas falou sobre a paternidade e recordou o episódio em que sofreu um início de AVC, em 2007. Episódio, esse, que viria a mudar totalmente a sua perspetiva de vida.

"Até aí não me preocupava com nada. Não me preocupava com o sono, não me preocupava com a comida, com a quantidade de café que bebia, com a quantidade de tabaco que fumava", começou por dizer.

Na altura, Rui Luís Brás encontrava-se a gravar a novela Resistirei, exibida na SIC. E foi precisamente no seu regresso a casa, após um dia de gravações, que tudo de passou.

"Tive um início de AVC, sem me aperceber o que era, sozinho em casa. Foi complicado...Fui para casa eram 02h e tal da manhã… Fiquei ali no sofá a ver televisão e tal e quando estava, finalmente, a baixar o astral, às 04h da manhã, senti-me como se estivessem a bater-me com uma revista, um pequeno jornal e uma sensação de água morna. A minha mão começou a mexer sozinha, toda branca. Ainda tive tempo de ir até à casa de banho de hóspedes, pensei que era alguma quebra de tensão. Estava com os lábios roxos, deixei de ver, fui a cambalear, a tentar pôr um pacotinho de açúcar debaixo dos lábios e caí para o chão…Eram 9h00, quando acordei no chão da cozinha, gelado...Não tinha força a amímica para ligar para o INEM. Demorei uma hora para me levantar do chão até à bancada da cozinha e aguentar-me em pé", contou.

Porém, o ator não soube avaliar os sinais. "Fui-me deitar. Pensei que estava bem", referiu, acrescentado que só viria a descobrir semanas depois que tinha sofrido um início de AVC.

Durante as gravações da novela, os colegas de Luís chamaram-lhe atenção para o facto de "não estar dizer coisa com coisa" e foi, nessa altura, que decidiu procurar uma opinião médica, sendo-lhe confirmado o diagnóstico de início de AVC. “Fui fazer tudo o que era TAC's, eletrocardiogramas…Não tinha tocado em mais cigarro nenhum”, recordou.

“A forma como morres pode ser horrível e dispenso uma morte horrível, todos nós, mas se fico tão pouco tempo, que seja bom, que me sinta útil”, rematou.