Bruno de Carvalho alcançou o seu estatuto em Portugal pelas melhores e piores razões. Amado por uns e odiados por outros, a verdade é que o antigo presidente do Sporting sempre foi conhecido pelas suas declarações explosivas e 'Sem Filtro'.

No seu novo livro o ex-presidente do clube português revela, entre outras coisas, o momento da sua detenção, no qual a filha esteve presente.

"Fui detido a 11 de novembro, um domingo ao final da tarde, na minha casa. A minha filha e a minha irmã tinham saído para comprar a árvore de Natal e eu tinha ficado sozinho. Estava de pijama, a ver televisão, quando me bateram à porta" começa por revelar, contando que os agentes da GNR, para além do mandado de detenção, tinham também um mandato de busca.

"A minha irmã e a minha filha chegaram com a árvore de Natal e viram todo aquele aparato. Algum tempo antes, um dos agentes perguntou-me se não queria ligar-lhes para não irem para casa de forma a não traumatizar a minha filha com aquela situação. Teve essa simpatia. Mas depois disse-lhe: «Ligo como? Vocês é que têm os meus telemóveis. Para entrar em contacto com elas, só se for sinais de fumo». Elas entraram e tivera de ver aquilo tudo. Foi muito duro olhar para a minha filha e ver a aflição dela enquanto a nossa casa era revistada de uma ponta à outra" descreve Bruno de Carvalho.

No livro o ex-presidente conta também que apesar de ter sido sempre "bem tratado pelos agentes" que foram dias complicados, que teve de "lutar bastante para não ter ataques de pânico" quando passou cinco dias numa cela.