O pai de João Manzarra morreu na passada quarta-feira, dia 6 de fevereiro. A notícia foi avançada pelo próprio, na sua página pessoal de facebook, com um bonito e sentido texto: "O meu iluminado pai partiu esta manhã rodeado de serenidade e amor. Eu e o meu irmão estamos bem e muito gratos pelo privilégio de partilhar esta vida com ele. Seguindo a única lei que importa, a do amor”.

Agora, e depois de ver a notícia multiplicada na imprensa de uma maneira que não gostou, João recorreu novamente ao facebook para contradizer a forma como algumas publicações trataram a morte do seu pai.

"A partida do meu pai à boleia de um cancro foi simultaneamente o momento mais importante e belo da minha vida. Tivemos tempo para preparar o inevitável com amor e aceitação. Fazem-se escutar as saudades de uma existência plena mas estou bem" começou por dizer.

"Apenas partilho estas linhas por ter recebido muitas notificações deste acontecimento em vários meios num tom de profunda tristeza com forte incidência nas palavras choro, sofrimento e luto. Embora não me identifique na forma com que a nossa sociedade lida com a morte entendo que tenham contado assim. Na minha memória fica a paz, o amor, a alegria e a libertação. As lágrimas existiram mas sentidas como se diante de mim estivesse a acontecer o mais lindo pôr do sol alguma vez visto. Há muita beleza na partida".

Durante um extenso texto João revela também pormenores sobre um episódio com a revista TV7Dias, que o deixou bastante indignado.

"A minha família sempre teve instruções da minha parte para nunca as prestar (informações) por protecção, nunca quis que o meu trabalho interferisse na vida íntima dos que me são próximos. O meu pai, que não é uma figura pública, perdia assim o lugar seguro da sua privacidade e ganhava níveis de stress extra. Entendam a agressividade que é ter uma espera de alguém à porta de casa para extorquir e manipular declarações numa fase tão delicada" lê-se ainda na referida publicação.