Ana Antunes
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Ana Antunes

Reprodução Instagram

Ana Antunes durante a época em que esteve internada
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Ana Antunes durante a época em que esteve internada

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Foi através do seu blogue que Ana Antunes, decoradora do programa Querido Mudei a Casa, revelou ter sido diagnosticada com um tumor maligno, caracterizando 2018 como “um dos piores anos da sua vida”.

Tudo começou quando Ana se dirigiu ao hospital devido a uma tosse forte. Depois de fazer uma TAC, a decoradora descobriu que tinha uma "massa grande" na zona do tórax e que seria "provavelmente um linfoma", ou seja um tumor maligno, um cancro, e que estava localizado entre a veia cava e a traqueia, e que devido às dimensões estava já a pressionar a veia cava. Que é a veia principal que irriga o coração…Fui operada no espaço de 15 dias, para retirar o tumor e numa cirurgia de risco dado a localização em que se encontrava, e que já estava a provocar outros sintomas por causa da compressão da veia cava como cansaço, falta de ar, e edema (inchaço) dos membros superiores e inferiores, lembrou Ana Antunes.

Quando acordou da operação, a decoradora descobriu que estava “com uma das cordas vocais paralisada e sem voz”. “Claro que se seguiram alguns dias de pânico a pensar que não ia conseguir gravar mais o Querido [Mudei a Casa], que não iria conseguir trabalhar e falar com os clientes...”, escreveu.

Dias depois, Ana Antunes voltou a receber uma notícia surpreendente. Descobriu que tinha a doença de Castleman. Foi só ao fim de algum tempo que chegou o diagnóstico que para além destes efeitos colaterais da localização do tumor, tenho uma doença rara cuja estatística é de 23 pessoas diagnosticadas em um milhão, e que se chama doença de Castleman. No fundo trata-se de um linfoma benigno que se pode desenvolver na região toráxica ou na região do abdómen e que, dependendo da sua localização, pode tornar-se mais grave ou menos grave, operável ou não operável. A forma localizada que consiste na formação de um nódulo linfático localizado e que regride sem sequelas após remoção cirúrgica, ou a forma multicêntrica que se espalha e necessita de quimioterapia. De todos os momentos angustiantes e dos sustos que passei nos últimos dois meses, felizmente que a minha foi a primeira, confidenciou.

Eu não tive medo de partir, só tive medo do sofrimento que ía causar aos que cá ficavam... só pensava como é que vão ficar os meus dois filhos. O Martim - o mais novo, e o que é que vai acontecer ao Querido Mudei a Casa - o que eu por piada chamo de meu filho mais velho”, acrescentou.