Alessandro Sabattini

Peter S. Christiansen lidera a equipa de defesa de Cristiano Ronaldo, no caso da alegada violação de Kathryn Mayorga. O advogado admitiu publicamente, hoje, em comunicado emitido pela Gestifute onde reforça que CR7: "nega veementemente todas as acusações" e que estamos perante "puras invenções".

Muita tinta tem corrido sobre a acusação e entre as alegadas provas de crime e a opinião pública, o futebolista continua a negar qualquer tipo de violação à norte-americana.

Na nota, o advogado começa por dizer: “Fui contratado para representar Cristiano Ronaldo na sequência de uma recente ação cível baseada em eventos supostamente ocorridos em 2009, e que culminaram com a celebração de um acordo, mediante o qual as partes renunciaram a quaisquer outros direitos. Atento o incumprimento desse acordo pela outra parte, bem como as acusações inflamadas que se foram sucedendo nos dias seguintes, Cristiano Ronaldo vê-se forçado a quebrar o silêncio, sendo certo que o dito acordo lhe autoriza uma ‘reação proporcional’ em caso de violação pela contraparte”.

Reiterando, ainda, que “Cristiano Ronaldo nega veementemente todas as acusações constantes da referida acção cível, em coerência com o que tem feito nos últimos nove anos” e que “os documentos que supostamente contêm declarações do Sr. Ronaldo, e [que] foram reproduzidos nos media são puras invenções”.

A explicação surge então: “Em 2015, dezenas de entidades (incluindo sociedades de advogados) em diferentes partes da Europa foram atacadas e os seus dados eletrónicos roubados por um criminoso cibernético. Esse hacker tentou vender tal informação, e um meio de comunicação acabou irresponsavelmente por publicar alguns dos documentos roubados, partes significativas dos quais foram alteradas e/ou completamente fabricadas. Uma vez mais, para que não haja dúvidas, a posição de Cristiano Ronaldo sempre foi, e continua a ser, a de que o que aconteceu em 2009 em Las Vegas foi completamente consensual”.

O acordo, Cristiano não pega, mas isso não pode ser constituído como uma "confissão de culpa" conforme assevera Peter S. Christiansen e detalha: “Cristiano Ronaldo não nega que aceitou celebrar um acordo, mas as razões que o levaram a fazê-lo estão, no mínimo, a ser distorcidas. Esse acordo não representa de modo algum uma confissão de culpa. O que aconteceu foi simplesmente que Cristiano Ronaldo se limitou a seguir o conselho dos seus assessores no sentido de pôr termo às acusações ultrajantes feitas contra ele, a fim justamente de evitar então tentativas, como aquelas a que estamos a assistir agora, de destruição de uma reputação construída graças a um trabalho intenso, capacidade atlética e correção de comportamento. Infelizmente, vê-se agora envolvido no tipo de litigiosidade que é muito comum nos Estados Unidos”.

A defesa do craque português sublinha ainda que se trata de uma “campanha intencional de difamação”. “Embora Cristiano Ronaldo esteja acostumado a ser objeto da atenção dos media, inerente à circunstância de ser uma pessoa famosa, é absolutamente deplorável que meios de comunicação continuem a propagar e a estimular uma campanha intencional de difamação baseada em documentos digitais roubados e facilmente manipuláveis”.

O advogado remata a nota com: “Cristiano Ronaldo mandatou os seus advogados nos Estados Unidos e na Europa para se ocuparem de todos os aspectos legais e manifesta plena confiança em que a verdade prevalecerá, não obstante o corrupio de contrainformação, e em que as leis de Nevada serão aplicadas e respeitadas”.