A fadista Celeste Rodrigues morreu esta quarta-feira confirmou à Lusa o neto Diogo Varela Silva. A cantora e irmã de Amália Rodrigues tinha 95 anos e deu voz a temas como Fado das Queixas e A Lenda das Algas.

"É com um enorme peso no coração, que vos dou a noticia da partida da minha Celestinha, da nossa Celeste. Hoje deixou uma vida plena do que quis e sonhou, amou muito e foi amada, mas acima de tudo, foi a pedra basilar da nossa família, da minha mãe, da minha tia, dos meus irmãos, sobrinhos e filhos, somos todos orgulhosamente fruto do ser humano extraordinário que ela foi", escreveu o neto da cantora, Diogo Varela Silva nas redes sociais.

Cantou pela primeira vez em público aos seis anos. Caminhava na rua para ir à mercearia, fazer um recado, até que um grupo de músicos queria que alguém cantasse a música "Por causa dela".

Celeste atreveu-se a dizer que sim e cantou até ao fim. Deu voz a mais algumas músicas enquanto a mãe esperava por ela em casa. No final recebeu 25 tostões e primeiro sinal de que o talento abundava na família Rodrigues.

O pai era músico e fazia longos serões em casa, enquanto a mãe cantava para os filhos. Nunca mais parou. Celeste Rodrigues, nascida no Fundão, a 14 de março de 1923, iniciou a carreira há 73 anos, ao aceitar o convite feito pelo empresário José Miguel, proprietário de várias casas de teatro e casas de fado.

Espreita abaixo a entrevista em que Celeste Rodrigues fala da infância, da música e de Amália Rodrigues.