José Cid foi o convidado do programa Alta Definição, da SIC, do passado sábado, 26 de maio. Na entrevista a Daniel Oliveira, o cantor falou de alguns aspetos da sua vida pessoal e profissional, entre os quais a sua participação na edição deste ano do Festival da Canção, deixando duras críticas a Luísa Sobral e Sara Tavares, elementos do júri do concurso.

A concorrer ao festival pela 16ª vez, José Cid interpretou o tema O Som da Guitarra é a Alma de um Povo, igualmente composto por si. “Eu fui aos 76 anos cantar no Festival da Canção. O Miguel Ângelo, o Fernando Tordo e o Jorge Palma foram convidados para compor, mas ir cantar está quieto. Eu fui cantar.” Contudo, José Cid não foi além da primeira semifinal, não obtendo o somatório de votos suficiente para passar à final.

“Adorei a canção e fui cantá-la sozinho, arriscando bastante, sabendo que me ia sujeitar a juízos de valor que podiam ser até estranhos e pouco corretos porque uma Luísa Sobral, uma Sara Tavares não podem dar zero a um José Cid, como eu nunca lhes daria a elas e muito mais sem razão nenhuma. Não é elegante, não é justo, é perverso e é premeditado, só isso. Portanto, a falta de respeito que tiveram comigo chocou-me e revoltou-me”, referiu.

O cantor acrescentou ainda que é de louvar um artista com a sua idade interpretar uma canção sem qualquer falha. “Eu fui cantar um enorme poema, uma grande canção muito portuguesa e cantei-a sem uma falha, o que aos 76 anos é complicado no planeta inteiro. Só por isso, essas pessoas mais jovens e os outros que estavam ali deveriam ter pensado: ‘Este gajo, com esta idade, canta assim, como é que nós aos 50 anos estaremos?’”, confidenciou.

Tendo vencido o Festival da Canção e conquistado o sétimo lugar na Eurovisão, em 1980, com o tema Um Grande, Grande Amor que é até hoje é bem conhecido dos portugueses, José Cid desejou que a canção com que Salvador Sobral venceu a Eurovisão fosse reconhecida ao longo dos tempos como alguns dos seus temas. “Seria bom que daqui a 40 ou 30 anos cantassem o tema do Salvador Sobral na Eurovisão assim. Era muito importante. Era bom para a música portuguesa e era uma forma de prestar homenagem às pessoas que fizeram as canções”, rematou.

Veja aqui a entrevista completa!