O grau de hipnotizabilidade de uma pessoa é, no mundo da hipnose experimental e clínica, uma questão controversa.

Uma estatística referida num estudo de Hernandez J. (2010), propõe que apenas cerca de 15% da população é altamente hipnotizável, 65% apresenta um grau moderado e os restantes 20% baixa hipnotizabilidade. A questão aqui é entender que o caminho para uma vulnerabilidade hipnótica depende da recetividade à sugestão ou sugestionabilidade hipnótica do indivíduo.

Existem, desde os anos setenta do século passado, instrumentos relativamente eficazes que medem o grau de hipnotizabilidade de um indivíduo.

Segundo sugere Spiegel e colaboradores, em estudos realizados entre 1982 e 2007, existe uma relação entre o grau de hipnotizabilidade de uma pessoa e a presença de uma psicopatologia. Ao que tudo indica, quem tem uma patologia psiquiátrica - como por exemplo transtornos de personalidade -, apresenta um grau de hipnotizabilidade significativamente menor do que a população em geral. Daí que existem evidências de que quanto mais saudável é o indivíduo maior é o seu grau de hipnotizabilidade.

Texto de Francisco Marques

Investigador em Hipnose clínica e dor crónica / Autor de artigos científicos / Doutorando em Psicologia Clínica e da saúde pela Universidade de Sevilha / Psicoterapeuta de Orientação Transpessoal profesional Member of EUROTAS / DEA em psicologia Clínica e da saúde (universidade de Sevilla) / Mestre em psicopatologia da Sexualidade Humana Faculdade de Medicina da universidade de Lisboa.