Avicii

Avicii

Joseph Okpako

O famoso DJ sueco Avicii encontrado morto na semana passada em Muscat, Omã, já tinha reconhecido publicamente que tinha graves problemas de saúde causados pelo consumo excessivo de álcool e isso levou, inclusivamente, a que quisesse afastar-se dos palcos há cerca de dois anos. E o facto da sua família ter vindo dizer que descartava a tese de crime, defendendo a de suicídio porque o músico “não conseguia aguentar mais” e “apenas queria encontrar a paz”, despoletou a revolta dos fãs, que parecem não entender por que ninguém interveio neste processo destrutivo, nomeadamente a equipa que o acompanhava.

Mundo da música em choque com a morte de Avicii

“Orações pelos seus amigos e família. Deixou-me profundamente triste perder alguém que tinha acabado de começar. Há sangue nas mãos destas pessoas. Foi muito triste ver o documentário do Avicii. O seu empresário e a equipa eram horríveis. É muito triste ver que o Avicii passou por isto. Ninguém apoiou a sua decisão de não fazer digressões. Apenas se importaram com o DINHEIRO e não com a sua SAÚDE”, argumentou um dos admiradores do DJ nas redes sociais, referindo-se ao facto deste ter sido constantemente pressionado pelos seus empresários para trabalhar apesar do grave problema no pâncreas, como o próprio reconheceu num documentário da Netflix.

Família confirma suicídio de Avicii

2014 foi um dos anos de maior sucesso de Avicii, tendo faturado mais de 22 milhões de euros, segundo a revista Forbes, apesar dos problemas de saúde já se fazerem sentir nessa altura. Já tinha removido a apêndice e a vesícula biliar e sofria de pancreatite aguda, uma inflamação aguda no pâncreas.

O autor de êxitos como Wake Me Up ou Hey Brother tinha 28 anos.